. Segunda-feira, Abril 30, 2007 .
Rockfather
descrição: Devido ao sucesso da clockwork rock, os DJ's Léo 77, Lobo e Pedro Rios decidiram juntar forças novamente na Pista 3 para celebrar a união entre rock, cinema e alcool.
A homenagem, dessa vez ao grande Francis Ford Coppola, será sentida de perto no telão da pista. E para fechar o casamento com a grande arte, no segundo andar acontecerá a I Mostra Movindie, com exibição de curtas de produção independente da nova safra do Rio.
E é claro, os astros presentes em alto e bom som vão de George harrison e David Bowie à Sondre Lerche e Alex Turner passando pelas adoráveis Kim(s) Deal e Gordon, sempre acompanhados pelas guitarras, baixos e baterias.
Divirtam-se.
ONDE:
Pista 3. Rua São joão batista, 14.
Botafogo.
QUANDO:
Segunda feira, dia 30 de abril, véspera de feriado.22 horas.
QUANTO:
15 reais
12 reais (lista amiga.)
* lelek0 _____ 7:15 PM
. Sexta-feira, Abril 20, 2007 .
Lá de cima, todos parecemos formigas, e daqui de baixo, eles parecem gigantes. Imponentes, indestrutíveis e assustadores, causando vertigem só de ficarmos olhando.
Reparem bem na vigésima janela, na terceira coluna, da esquerda pra direita, do prédio mais alto. Pois bem, foi ali que tudo aconteceu. Um escritório normal, funcionários roubando canetas e elásticos, secretárias conversando ao telefone, estagiários fugindo das tarefas na sala de xerox, chefes dando lições de moral para funcionários mal pagos e bem explorados, alguns reclamando que o café estava frio, outros saindo do prédio para fumar, enfim, um ambiente de trabalho normal, em um dia normal.
Ele estava em seu cubículo, olhando atentamente para o relógio e para o corredor, parecia se certificar de que ninguém chegaria perto dele naquela hora. Com algumas folhas espalhadas sobre sua mesa, ele lia o que estava escrito e digitava no computador.
- Que que você tá fazendo aí, hein Palhares? (Palhares é um nome que faz qualquer pessoa lembrar de escritório, não? Ou então de uma repartição pública) - Disse seu vizinho de cubículo, por cima da divisória.
- Errr... Nada, nada não Marcos.
- É Marco! Não tem "ésse", meu nome não tem "ésse".
- Foi mal, é que eu tenho muitas coisas pra fazer e não consigo pensar direito.
- Cê vai acabar infartando assim, Palhares... Sabe o que eu faço quando estou assim?
- Não, não sei e agora não tenho tempo pra saber. Pode me deixar trabalhar em paz?
- Que isso Palha, isso é jeito de tratar os amigos em plena sexta-feira?
- Pois é, sexta-feira, e eu quero terminar tudo isso aqui para não ter que trabalhar amanhã.
- Xiii Palha, acho melhor você esquecer hein? Ouvi nos corredores aí que você vai receber mais trabalho ainda he he he he he he. Hora extra Palha, hora extra! He he he he he he.
Ele odiava aquela risadinha esperta do maldito Marco, e odiava ainda mais ser chamado de Palha. Tentou se concentrar no que estava fazendo, mas sua mente passou a trabalhar sozinha, imaginando as piores formas de se matar alguém. Fechava os olhos para tentar afastar aqueles pensamentos, mas tudo o que via era Marco morrendo, sendo jogado pela janela, ou com dez lápis encravados no pescoço, com os olhos grampeados, enforcado com a própria gravata ou engasgado com aquelas malditas balas de menta que ele passava o dia inteiro comendo.
- Vai uma balinha de menta aí, Palha?
- Não, Marco, pode comer todas sozinho!
- Ihhhh, o Palha tá estressado. Vai arrumar uma mulher que isso se resolve, cara.
- ...
Ignorar era a melhor solução. Marco era um dos funcionários mais chatos de todo o setor, só perdia pro...
- E aí Palhinha!!!
Jorge. Esse sim era o mais chato de todo o setor e toda a empresa. As pessoas fugiam só de ouvir sua voz, preferiam até trabalhar do que ter que lidar com ele. De tão chato que ele era, nem chefe ele tinha, trabalhava sozinho e isolado, cuidando para que o estoque de papéis nunca terminasse. Dizem que ele é tão chato, que nem o pessoal do Departamento Pessoal consegue demiti-lo, se é verdade ou não, ninguém sabe, mas Jorge já trabalhava há anos naquela empresa e nunca houve boato de que ele fosse ser demitido.
- Como você tá, cara? Trabalhando muito? Xii cara, o Marco te falou já? Vão mandar serviço extra pra você. He he he he he he
- Já jorge, ele já falou. Posso trabalhar em paz?
- Ihhhh Ele tá estressado, Marcão?
- Tá sim George! Já falei pra ele arrumar uma mulher...
- He he he he he he Você é sempre tão criativo, Marcão, me amarro quando você muda os nomes das pessoas assim.
- É um dom Giorgio! É um dom! He he he he he he.
- He he he he he Giorgio!! Muito bom! He he he he he he Muito bom!!
- Por favor, vocês podem me deixar trabalhar em paz, livre dessas suas risadinhas irritantes?
- Ihhh Palha, cê tá chato hoje!
- EU ESTOU CHATO??? EU ??? VOCÊ TEM CERTEZA DE QUE EU SOU O CHATO DESSA HISTÓRIA??
Uma voz vinda do fim do corredor ordenou: SILÊNCIO!
- He he he he he he O Palhinha tomou esporro Marcão! He he he he he he
- He he he he he he O Palheta é um bundão! He he he he he he
- He he he he he he Palheta!! Muito bom, Marcão, muito bom!
Quase explodindo de raiva, Palhares fechou os olhos, contou até duzentos, respirando fundo para não matar os dois ali mesmo. Por alguma ironia do Universo, todos os chatos pareciam usar aquela mesma risada irritante, eram sempre seis hes, seqeüenciais e com o mesmo intervalo de tempo entre eles. He he he he he he. Era sempre assim, e essa sincronia irritava cada vez mais o pobre Palhares, que não tinha outra opção, teria que encontrar uma forma de trabalhar com aqueles dois seres falando no cubículo ao lado, o dia inteiro. Se ao menos ele tivesse um pouco mais de coragem...
Não, chega! Era hora de afastar esses pensamentos e se concentrar no trabalho, em um universo utópico que só existia em sua cabeça, ele conseguiria terminar todo o trabalho naquela sexta-feira, inclusive o tal trabalho extra que chegaria mais tarde.
No cubículo ao lado, Marco e Jorge continuavam a tagarelar, como se não houvesse nada pra eles fazerem. E é até verdade que não havia, já que ninguém queria chegar perto deles, nem para lhes dar trabalho.
Palhares tentava, mas os números começaram a ficar embaralhados, aquela conversa ao seu lado o irritava profundamente, ainda mais quando eles soltavam aqueles risinhos efadonhos. O telefone tocou. Palhares atende e descobre que esqueceu de pagar a conta de luz, sua esposa, aos berros, começa a reclamar de todos os problemas e não somente da conta atrasada, falava sobre como ele bagunçava a casa, que nunca ajudava em nada, dizia que sua mãe tinha razão e que jamais deveria ter se casado com ele. Enquanto ela reclamava, ele olhou o relógio... Ainda eram dez horas da manhã.
- Eu não vou aguentar até o final do dia... - Disse bem baixinho para que ninguém ouvisse.
- Palhares! Onde estão os relatórios que te pedi?
Seu chefe. Gomes era um bom chefe, na maioria das vezes, gostava de eficiência e exigia sempre bons resultados.
- Estou tentando fazer, senhor, mas não consigo me concentrar.
- Algum problema?
- Problemas pessoais apenas, que não irão mais afetar meu desempenho aqui.
- Palhares, Palhares, não quero que se mate de trabalhar, só preciso dos relatórios para enviar pra São Paulo. Não há necessidade de deixar seus problemas pessoais pra lá, só tente terminar o relatório logo e eu te libero mais cedo, para você resolver o que quer que tenha que resolver.
- Desculpa me intrometer mas, o senhor não ia dar trabalho extra pro Palhares, chefe? - Disse o insuportável Jorge
Palhares respirou bem fundo, tanto que fez até barulho, levantou calmamente e acertou um soco bem no meio do nariz de Jorge, com toda a sua força e ira que literalmente esfacelou o nariz do intragável chato.
Todos no setor se levantaram e olharam surpresos para Palhares, que era o funcionário mais calmo que todos conheciam. Seu chefe, Gomes, ficou um tempo sem reação, enquanto Jorge caía de costas no chão, agonizando em dor. Ninguém o ajudou a se levantar, e Palhares falou:
- Posso terminar o relatório até o meio-dia, senhor?
- Uhum. Entregue-me quando você quiser, Palhares.
E ninguém mais falou nada durante o resto do dia. O relatório foi entregue, Palhares foi para casa mais cedo e não teve que trabalhar no final de semana. Jorge ficou 3 meses de licença médica, tentando recuperar seu nariz, mas aparentemente a raiva de Palhares havia impossibilitado que o nariz de Jorge voltasse ao normal, e ele teve que passar o resto da vida com um nariz meio estranho, quase tão estranho quanto o do Michael Jackson.
Marco nunca mais importunou Palhares, e todos no escritório fizeram uma festa quando, tanto ele quanto Jorge, pediram demissão. Palhares foi eleito o melhor funcionário do ano e promovido a Gerente Geral. Nunca mais esqueceu de pagar suas contas.
* lelek0 _____ 9:55 PM
. Sexta-feira, Abril 13, 2007 .
Vocês conhecem a história da menina que vivia trancada dentro de uma caixa? É, eu sei que parece estranho, mas era real... Um primo de um tio do amigo do meu vizinho da casa de praia que me contou.
Ela vivia presa, mas não por obra de algum torturador, era por opção própria, tinha medo do mundo exterior e nunca experimentava a vida ao máximo.
Só que, como sempre acontece nesses casos, um belo e destemido jovem -bom, talvez nem tão belo assim, e era só jovem, também não era tão novinho, as marcas do tempo já começavam a aparecer, destemido ele até podia ser, mas não era nenhum Demolidor (O Homem sem Medo) também- se apaixonou por ela, e decidiu que dedicaria sua vida a mostrá-la como a vida poderia ser linda fora daquela caixa.
Calma calma, eu não vou sair contando tudo também, né? Um certo suspense é necessário para atiçar a curiosidade de quem ainda passa por aqui.
* lelek0 _____ 11:41 AM
. Quinta-feira, Abril 12, 2007 .
Eu adoraria pegar o Botafogo na finalíssima
Acho muito interessante esse burburinho que o Botafogo realiza após uma vitória num clássico. Um amigo botafoguense disse que eles encaram esse ano como "1989 reloaded", dizem que naquele ano durante o campeonato, houve um 3x3 entre Fla x Botafogo e assim como neste ano, naquele choveu. Enfim, se apegam como loucos em supertições.
Preferem apagar os fatos e se prendem um hiato histórico. Será que olhando prá trás os botafoguenses só lembram mesmo do fatídico 1989 e o gol que Mauricio fez após empurrar o Leonardo? Será que realmente não lembram do passeio de 1992 comandado pelo Velho Júnior que nos valeu um título nacional? E o vareio na Guanabara de 95? e os 3 anos sem ganhar umazinha sequer do Flamengo?!
Ora meus caros, antes que venham elogiar o Botafogo que vem jogando praticamente todo o campeonato com TRÊS volantes por todo o campeonato, que perde prá América e Boavista, eu venho lembrar também que neste milênio, antes de um Estadual onde faturou a Guanabara sobre o América e a finalíssima sobre o Madureira, o máximo que atingiram foi um vice da série B, que comemoraram como um título mundial, tal qual fizeram hoje.
Quero o Botafogo, quero devolver-lhes oa pés ao chão. Tirar o doce da criançada! Enjoei de ganhar do Vasco nas finais.
* lelek0 _____ 12:52 AM
. Sábado, Abril 07, 2007 .
E as torcidas gritam para o Romário...
"PUTA QUE PARIU! ONDE É QUE TÁ ESSA PORRA DE GOL MIL?"
Porque futebol sem palavrão não tem a menor graça.
* lelek0 _____ 11:32 AM