. Sábado, Maio 10, 2008 .
Então, o que aconteceu foi o seguinte: Ele resolveu ligar pra ela. Ela, já tinha resolvido ligar para ele, mas não ele ele, era um outro ele. Peraí, vamos organizar isso. Com nomes fica mais fácil, certo?
* Ele = João
* Ela = Maria
* Outro ele = Carlos
Nomes simples para simplificar o entendimento, na verdade os nomes deles não eram esses, eu não tive tempo de prestar atenção, mas a partir de agora eles se chamam assim.
João pensou em ligar para Maria, que já tinha pensado em ligar para Carlos, que estava pensando em jogar o telefone pela janela (ou na parede, tanto faz, ele só queria fazer alguma coisa com o telefone e não queria ligar pra ninguém). O telefone de Carlos tocou alguns segundos antes de atingir a árvore que ficava em frente a sua janela, e em um reflexo rápido (estúpido, porém rápido), ele pulou pela janela para atender o telefone antes dele se quebrar na árvore.
Esse é um defeito da humanidade, o telefone toca e todo mundo quer atender o mais rápido possível. Pais de família, que gostam de futebol e cerveja, conseguem resistir a esse instinto primitivo, e só atendem telefones quando a esposa berra, segurando 2 filhos no colo e preparando o almoço, dizendo que ele poderia deixar de ser um desgraçado inútil e atender a porcaria do telefone. Mulheres ocupadas sabem ser bem convincentes quando necessário. Mas vamos voltar para a história.
Ele pulou, e apesar de ter uma árvore em frente a sua janela, não era uma árvore comum. Era um Jequitibá, daqueles de 300 anos de idade, com quase 1Km de altura (exageros facilitam a compreensão). Bom, em 1Km de queda livre (quase livre, mas não vamos nos prender a detalhes, assim como ele não se prendeu a nenhum galho que estava entre ele e o chão), você tem bastante tempo para pensar. A vida de Carlos não era tão interessante e grande assim, então, após os flashes, ele ficou pensando em outras coisas como “PutZ! Esqueci a porta da geladeira aberta!“, “Não vou poder ver o último episódio de Lost“, “Pelo menos também nunca mais vou ouvir falar de Big Brother“, “Ih! Olha ali, a Verônica do 27º andar está traindo o marido“, “Ih, ó o marido da Verônica no 25º andar com a Flávia!“.
SBLOCH!
Bom, eu não sei se esse foi o barulho que ele fez ao se espatifar em cima do velocípede do Pedrinho (que nunca mais conseguiria andar no seu bibi, e, visivelmente traumatizado, passaria o resto da vida tremendo e olhando para cima), o fato é que a única coisa que sobrou intacta, foi um de seus globos oculares, que ficou preso na câmera de segurança do prédio, fazendo com que o Seu Juvenal borrasse suas calças. Veja bem, Seu Juvenal não era um homem medroso, não mesmo, longe disso… O problema era que ele havia tido um pesadelo na noite anterior, depois de ter visto o último filme do Senhor dos Anéis, e ficara realmente impressionado com o “Olho que Tudo Vê“. Seu Juvenal nunca mais veria filmes medievais depois de comer uma feijoada no jantar.
Esse é outro problema da humanidade, o malandro se empanturra de comida pesada, dorme, tem um pesadelo, e coloca a culpa no filme. Se ainda fosse Dungeons & Dragons (que é um filme porcaria)…
E o telefone? Pois é, o telefone de Carlos era um daqueles que não quebram, sabe? Não, não tem mandinga é um daqueles aparelhos indestrutíveis mesmo (tipo esse aqui), e a única coisa que aconteceu foi que, quando ele bateu no chão, atendeu a ligação de Maria, que ficou falando “Alô? Carlos? Alô?“, e depois de muita insistência e de chamá-lo de grosso por ficar mudo no telefone, desligou e atendeu a chamada em espera, que era do João, a convidando para ir ao cinema.
Ela aceitou e foi, nunca mais procurou por Carlos, e mesmo que procurasse, não ia achar, né?
* lelek0 _____ 6:47 PM
. Quinta-feira, Maio 08, 2008 .
História real! Aconteceu hoje, no ônibus, enquanto eu voltava para casa.
Uma família comum e feliz, uma mãe (com seus 18 anos de idade e 200kg), uma avó (com seus 30 anos de idade e 178kg) e uma criança (com seus 5 anos de idade e 73kg). Era, era uma família da pesada mesmo, mas isso não tem nada a ver com o que aconteceu.
Vizualizem a cena: A criança, esmagando o colo da avó, e a mãe falando no celular.
- Vó! Ô vóóóóóó! Olha ali ó.
- Olha ali o que, meu fofinho lindinho?
- Ali vó, do outro lado da rua…
- Vovó não quer olhar não.
- Ahhh… Olha vó, “pufavô”… Olha!
- Não, vovó não quer olhar, vovó quer apertar as dobrinhas do meu gostosinho!
(detalhe, uma criança obesa é fofinha, mas aposto que quando crescer vão encher o saco do muleque pra ele parar de comer besteiras)
- Olha ali vó, rapidinho ó… Tá caindo neve lá ó…
- Neve? Onde?
E a vovó cometeu o erro de olhar… Quase que instantaneamente (aposto que vocês não fazem idéia do que vai acontecer agora. Aliás, eu poderia ficar enrolando aqui, aumentando o clima de suspense, para que vocês fiquem com mais vontade ainda de saber o que aconteceu em seguida, mas não farei isso, pois não sou cruel) o garotinho deu um tapão na cara da avó, com toda força que seus 73kg compactados em 1 metro de altura, lhe proporcionavam.
PLAAAAAAAAAFT !
Mas foi um senhor tapa. Todo mundo parou para olhar, o motorista quase atropelou um casal de velhinhos que tentava atravessar a rua. As pessoas inspiravam o ar pelas bocas, fazendo aquela cara de dor, sentindo a dor e a vergonha que a avó deve ter sentido ao levar o tapa.
E então, a mãe da criança começou a rir e falar “Deu mole, vó, o Andrézinho é esperto“, bom ele é esperto, abusado, burro e forte, tudo ao mesmo tempo. Porque foi só a mãe falar isso, que levou um tabefe também. “Andrézinho é o cara$%#%. Meu nome é PAULO ANDRÉ!! PA-U-LO!“, disse o pirralho impondo respeito. A mãe coçou o rosto, e aí a avó começou a rir “Hahahahahaha Quem foi que deu mole agora?” e o garotinho começou a rir também, mas por pouco tempo. Aparentemente, a avó se recordou do que acabara de acontecer e retribuiu o tapa, com uma força que não parecia apropriada para bater em uma criança de 5 anos.
O resto da viagem vocês já imaginam, né? A criança foi chorando até o ponto final, e tanto a mãe quanto a avó ficaram com a marca daquela mãozinha em suas bochechas.
* lelek0 _____ 8:30 PM